sexta-feira, 6 de junho de 2014

Guarda Roupas Vazio

Série "Poesias e Devaneios", Nº 2


Abri a porta do guarda roupas e pude constatar algo: muitos cabides, todos vazios. Só.
Nenhuma peça de roupa, nada, a tudo vazio.

Engraçado que isso parece tão trivial, mas há muito mais significado nessa situação do que podemos imaginar.
Não há mais nada, tudo foi retirado, todas aquelas camisetas brancas, aquela jaqueta de couro surrada, aquelas blusas coloridas, aquele vestido que a deixava tão sexy, nada disso mais existe nesse guarda roupas velho.

Os cabides ficam soltos na trave, que ao bater uns nos outros, me causam uma impressão estranha e melancólica.

Talvez eu esteja interpretando como uma grande metáfora. O guarda roupas na verdade é a vida que levo, onde de repente tudo ficou vazio.


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