terça-feira, 29 de julho de 2014

Apenas Afirmativas

Série "Curtas", Nº 8



Tudo pode ser relativo em certo sentido. Nada é 100% o que é afirmado. 

As manobra verbais e eufemismos podem ser utilizados como forma de nos blindarmos das mazelas ditas sentimentais, que nos são imputadas. 

Nada é lógico quando podemos ter outras perspectivas ou alternativas relativa ao problema que criamos em nossa mente. 

Realmente há uma questão?





("Dá um vazio no peito, uma coisa ruim, O meu corpo querendo o seu corpo em mim, vou sobrevivendo num mundo sem paz")

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Palavras imprevisíveis que saem

Série "Curtas", Nº 7


Amo o efeito que você causa em mim.

Amo as batidas aceleradas do seu coração, quando meu corpo toca o seu.

Amo seu cheiro, e todo o resto...



("Me surpreendo com essas palavras, que não são usuais mas são profundas")

Não há sentido em excesso

Série "Curtas", Nº 6



Sentido? Há sentido em certas ações? Que ações justificam os sentidos? E os sentimentos? Que limites tem as ações? Em que baseiam certos sentimentos, talvez? Que perguntas suscitam os diversos anseios que nos perseguem? E porque nos perseguem de fato? Porque tantas perguntas?

"Há muitas razões para duvidar e uma só para crer."


Carta: "Paixão Descompassada"

Série "Cartas Perdidas", Nº 1


Seu nome? O que comentar? A letra inicial, o meio, o final.

Todas as partes dele podem ter metáforas perfeitas sobre coisas perfeitas, sobre tudo!

Tudo é o que penso quando você vêm em mente! É o que que seu nome representa. E o seu nome tem um poder devastador sobre mim! E engraçado que você nunca imaginaria que cada letra desse texto desconexo foi escrita tento você em mente.

Você inspira cada centímetro de tinta e de texto, e de cada batida desconexa e descompassada do coração da pessoa que escreve esse texto.

Nada ameniza a angustia do coração que bate por alguém que desconhece sua existência.

Infantil, bobo, inocente ou fraco? Nada disso, e sim simplesmente apaixonado.

"As palavras são lágrimas derramadas no papel"

sexta-feira, 25 de julho de 2014

O Que Posso Refletir Até Agora?

Série "Reflexões Pessoais", Nº 5


É engraçado, mas as vezes certas pessoas a gente encara como se tivessem partido. De fato partiram, não fazer parte mais de nossa vida, elas não existem mais no plano que a gente conhece como habitual.

Destarte elas não morreram, estão vivas, seguem suas vidas normalmente, ignorando nossa própria existência, tem uma vida toda pela frente, pulsando de possiblidades, sem nós mesmo para interferir nesse plano maravilhoso.

Mas o mais estranho disso tudo é que  mesmo que no começo o pensamento não fluísse de forma clara, agora sabemos que é simples, sim! Tudo flui sim de forma clara, e não é mais necessário autocomiseração.

É simples e eu consigo sentir alegria, como se aquela fase de luto tenha passado, sinto alegria por outra pessoa simplesmente porque esteja vivendo, e não esteja morta, apesar de estar de fato morrendo em meus pensamentos.

Agora em relação à outra pessoa, ah sim! Vem coisa por ai...


("você não faz ideia e não controla, mas o resultado, como isso pode te mudar, pode ter surpreender")



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vale Mais Ser Amado ou Temido?

Série "Reflexões Pessoais", Nº 4


Vale mais ser amado ou temido? O ideal mesmo é ser as duas coisas, mas como é difícil reuni-las, é muito mais seguro - quando uma delas tiver que faltar - ser temido do que amado.

Porque, dos homens em geral, se pode dizer o seguinte: que são ingratos, volúveis, fingidos e dissimulados, fugidios ao perigo, ávidos do ganho.

 E enquanto lhes fazeis bem, são todos vossos e oferecem-vos a família, os bens pessoais, a vida, os descendentes, desde que a necessidade esteja bem longe. Mas quando ela se avizinha, contra vós se revoltam.

E aquele príncipe que tiver confiado naquelas promessas, como fundamento do ser poder, encontrando-se desprovido de outras precauções, está perdido. É que as amizades que se adquirem através das riquezas, e não com grandeza e nobreza de carácter, compram-se, mas não se pode contar com elas nos momentos de adversidade.

Os homens sentem menos inibição em ofender alguém que se faça amar do que outro que se faça temer, porque a amizade implica um vínculo de obrigações, o qual, devido à maldade dos homens, em qualquer altura se rompe, conforme as conveniências.


O temor, por seu turno, implica o medo de uma punição, que nunca mais se extingue. No entanto, o príncipe deve fazer-se temer, de modo que, senão conseguir obter a estima, também não concite o ódio.

(Nicolo Maquiavel, em 'O Príncipe')



Nicolo Maquiavel (Nicolau Maquiavel) sugeriu que um líder deseja um equilíbrio em temor e amor, mas como é difícil reuni-las, é mais seguro ser temido do que amado. Pesquisas apontam que quando julgamos líderes, avaliamos primeiramente duas características: se inspiram afeto (se são cordiais, participantes e dignos de confiança) ou se inspiram temor (se tem força, iniciativa ou competência).

As investigações sobre esse dilema mostraram que pessoas consideradas competentes, mas que são deficientes em afetividades, costumam despertar inveja nos outros, emoção que envolve respeito acrescido de ressentimento.

Por outro lado, aqueles que são vistos consideravelmente como muito simpáticos tendem a provocar piedade. Acredite, cerca de 90% das impressões que fazemos de indivíduos que julgamos como líderes pendem para um dos lados: afetividade ou força.

Liderança é influência. Para aqueles que estão iniciando sua trajetória, independentemente do papel que lhe seja atribuído, estudos têm mostrado que é melhor começar com a afetividade como um link para a influência, afinal ela permite a confiança e a comunicação. O poder da boa educação, simpatia e gentileza são alguns dos carros chefes neste aspecto.

Defendo a liderança principalmente dentro do lar. Muitos dizem que não existe manual para a paternidade/maternidade e essa expressão é apenas outro jeito de dizer que é muito difícil manter o equilíbrio entre controlar e liberar, abraçar e castigar, ser justo e misericordioso, demonstrar afeto e força, ser participativo e diretivo.

Quando os pais não se posicionam de maneira clara e constante no equilíbrio desses dilemas para com seus filhos, as crianças ficam confusas e tendem a não seguir as instruções. Em outras palavras, os pais perdem a sua influência. A educação dos filhos é, sem dúvida nenhuma, uma grande oportunidade para equilibrar amor e firmeza.

Gosto de pensar que devemos ser fortes e firmes em princípios e simpáticos com pessoas. Controlar através de leis e dar liberdade para vivê-las. Ser diretivo nos princípios e participativo na liberdade. Repreender com justiça e abraçar com misericórdia.

Uma analogia para esse dilema são as leis de trânsito, que nos permitem ir e vir com segurança e liberdade. Certa vez li que “Somos eternamente escravos de leis que nos tornam livres”. Pode parecer paradoxal, mas sem as leis de trânsito como poderíamos encontrar satisfação e alegria em nossos deslocamentos? Tudo seria muito confuso!

Algumas organizações estão como um trânsito sem leis. Há muita liberdade e pouco controle. Outras, por outro lado, são radicais e privam os indivíduos de escolher. Líderes tem a responsabilidade de criar uma atmosfera equilibrada para que a vida seja plena para todos.

Minha impressão é que o desafio da liderança repousa na maturidade mental, emocional e espiritual para saber quando e como exercer a influência de forma equilibrada. Sabedoria, neste sentido, significa nivelar as coisas para que exista paz.

E como anda sua organização? Em paz ou em guerra? E sua influência com líder? Pende para o liberal ou para o controlador? Se você têm trabalhado para equilibrar ambas e cumprir um propósito ou defender uma causa sua trajetória como líder, já está se desenvolvendo. Não só como líder, mas também leve isso para a sua vida pessoal.




sábado, 12 de julho de 2014

Há alguma lição a ser aprendida com a derrota da seleção?

Série "Reflexões Pessoais", Nº 3


Na minha opinião, nada de lição coisa nenhuma! 

O Brasil deve continuar com seu futebol decadente e tocado por cartolas, corruptos, CBF, amigos dos amigos e por gente que ganha muito dinheiro com os jogos e campeonatos. 

E os jogadores devem continuar sendo baderneiros, baladeiros, devem usar penteados malucos e desmazelados sempre andando de carrões, namorando todas as mulheres e depois pagando umas dez pensões por aí até ficarem pobres de novo, o que é bem divertido de ver. 

Mais divertido do que isso, só ver a seleção levando uma surra de 7 a 1 da Alemanha, o que foi bem merecido, pois os jogadores alemães, além de terem trabalhado duro nos últimos 8 anos, usam cortes de cabelo decentes e são sérios e determinados. Lógico que gente assim so podia dar uma surra nos brasileiros. 

Além disso, para o futebol brasileiro mudar, a corrupção teria que acabar e isso é a última coisa que o povo brasileiro quer, pois ele vive doido para pegar uma boquinha dessas.

Mas é claro, é só uma opinião rápida, e falar de futebol não é e nem nunca vai o escopo principal desse blog!

("Há vitórias que exaltam, outras que corrompem; derrotas que matam, outras que despertam.")



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Eu Fomento

Série "Curtas", Nº 5


Eu fomento o desejo quase inexistente, porém irresistível de simplesmente me desabar em cima de um papel, o que pode transbordar dentro da minha alma esses resquícios de solipsismo.

Porém estarei sendo verdadeiro. Sempre.

("Lágrimas não são argumentos!")

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ninguém Ostenta

Série "Poesias e Devaneios", Nº 7


Ninguém ostenta dor ou saudade, e a gente não diz amar por maldade, talvez carência, ou até vaidade.

Ninguém ostenta solidão ou ostracismo, e a gente não diz querer por solipsismo, talvez tristeza, ou altruísmo.

Ninguém ostenta remorso ou arrependimento, e a gente não diz desejar por falsidade, talvez desespero, ou caridade.


E nas vielas todas da cidade, sempre há um amor, uma dor, uma maldade, uma solidão, e uma saudade, sempre há.


"...na viela onde sigo não te vejo nunca, e não quero..."


O que seriam as poesias?

Série "Curtas", Nº 4


As poesias na verdade são lágrimas derramadas sobre o papel, onde formam algumas palavras que revelam os sentimentos e os traços de nossa alma.

A verdade é que as poesias são feitas de lágrimas, não de sorrisos.




(Não é possível chorar e pensar ao mesmo tempo, pois cada pensamento absorve uma lágrima.)

Procuro a Paz

Série "Poesias e Devaneios", Nº 6


eu ainda preciso da paz que me foi negada
acho que é pedir demais esse negócio de não querer nada
só um dia vago.
um dia onde nada aconteça
nenhum deslize
nenhum estrago.
somos todos tão mentirosos 
hipócritas!
bonita essa palavra, né?
muitas pessoas usam,
sem saber pra quê.
eu uso, sabendo do que sou capaz
fingir um sorriso ou uma lágrima
perder a cautela e a calma
sonhar sonhos maiores
antes que o Sol nos devore
eu só queria a paz que me foi negada
uma verdade sem camadas
nada de versões, só fatos
porque cada dia que passa, eu relato
cada dia a mais é um dia a menos
e cada dia a menos é uma chance prum ultimato.




(A paz do coração é o paraíso dos homens.)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Quando não há mais lembranças tudo fica mais fácil.

Série "Reflexões Pessoais", Nº 2


O grande mal, a grande aflição é o conjunto de lembranças. O passado se entrelaça com o presente de maneira abrupta e totalmente irreal. Os sonhos maltratam a mente e o coração fraco, aflito.

A lembrança é o verdadeiro algoz. E não adianta querer apagar as lembranças de maneira física, jogando fotografias fora, queimando cartas, dando fim em algumas peças de roupas que ficaram para trás, ou se livrando de pequenos objetos pessoais, só pra citar poucos exemplos. A verdadeira lembrança não é física, ela está em si, gravada à fogo na alma, e ai sim, parceiro, você tá enrolado!

Agora o exato 'porquê' de isso maltratar, isso eu não sei explicar. Quando a lembrança vai de encontro com algum sonho, você não só lembra antigos fatos/locais/acontecimentos, como também vive novos fatos em uma realidade paralela.

Você imagina (ou vive) algo que poderia estar vivendo se tudo tivesse acontecido de maneira diferente, como uma nova linha temporal que você poderia ter criado por escolhas corretas suas, ou por diversos outros fatores.

Cada um deve buscar uma solução, nem que seja paliativo. Poderia tentar ter uma visão baseada no estoicismo, onde deveríamos aceitar mais certos fatos da vida, porque simplesmente não temos o controle absoluto de tudo o tempo todo, tentando até valorizar mais coisas pequenas da vida, mas pessoalmente isso não está funcionando.



O que posso concluir, pelo menos no momento, é que tudo seria muito mais fácil se não houvesse lembranças. 


(Aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva.)