segunda-feira, 7 de julho de 2014

Ninguém Ostenta

Série "Poesias e Devaneios", Nº 7


Ninguém ostenta dor ou saudade, e a gente não diz amar por maldade, talvez carência, ou até vaidade.

Ninguém ostenta solidão ou ostracismo, e a gente não diz querer por solipsismo, talvez tristeza, ou altruísmo.

Ninguém ostenta remorso ou arrependimento, e a gente não diz desejar por falsidade, talvez desespero, ou caridade.


E nas vielas todas da cidade, sempre há um amor, uma dor, uma maldade, uma solidão, e uma saudade, sempre há.


"...na viela onde sigo não te vejo nunca, e não quero..."


2 comentários:

Alguém disse...

Sim, toda poesia que deve ser sincera tem que ter algum toque de melancolia, isso é algo salutar, mas não, acho que há um exagero nesse caso, nada é tão ruim que não possa melhorar...

Luís Eduardo G. Costa disse...

Já ouviu falar em Distima?