terça-feira, 1 de julho de 2014

Quando não há mais lembranças tudo fica mais fácil.

Série "Reflexões Pessoais", Nº 2


O grande mal, a grande aflição é o conjunto de lembranças. O passado se entrelaça com o presente de maneira abrupta e totalmente irreal. Os sonhos maltratam a mente e o coração fraco, aflito.

A lembrança é o verdadeiro algoz. E não adianta querer apagar as lembranças de maneira física, jogando fotografias fora, queimando cartas, dando fim em algumas peças de roupas que ficaram para trás, ou se livrando de pequenos objetos pessoais, só pra citar poucos exemplos. A verdadeira lembrança não é física, ela está em si, gravada à fogo na alma, e ai sim, parceiro, você tá enrolado!

Agora o exato 'porquê' de isso maltratar, isso eu não sei explicar. Quando a lembrança vai de encontro com algum sonho, você não só lembra antigos fatos/locais/acontecimentos, como também vive novos fatos em uma realidade paralela.

Você imagina (ou vive) algo que poderia estar vivendo se tudo tivesse acontecido de maneira diferente, como uma nova linha temporal que você poderia ter criado por escolhas corretas suas, ou por diversos outros fatores.

Cada um deve buscar uma solução, nem que seja paliativo. Poderia tentar ter uma visão baseada no estoicismo, onde deveríamos aceitar mais certos fatos da vida, porque simplesmente não temos o controle absoluto de tudo o tempo todo, tentando até valorizar mais coisas pequenas da vida, mas pessoalmente isso não está funcionando.



O que posso concluir, pelo menos no momento, é que tudo seria muito mais fácil se não houvesse lembranças. 


(Aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva.)

2 comentários:

Flor de Maracujá disse...

Meu blog -> http://www.realidadeseficcoespoesias.blogspot.com.br/ segue la por favor

Erika C.Z. disse...

Ah sei lá, não existe solução, não pra qualquer um assim...