quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Carta: "Boa tarde senhorita!"

Série "Cartas Perdidas", Nº 6


É grande a satisfação que sinto ao saber de vossa presença no presente recinto virtual, poderia por hora e horas, paginas e paginas, tentar descrever a satisfação e prazer que sinto em conversar e estar na presença, ainda que virtual, de vossa senhoria, mas não saberia ao certo...

Descrever com a adequada eloquência a vasta parte do sentimento que me é despertado quando isso ocorre, que o clima e os bons ventos do sul de Minas Gerais possam ter-lhe aumentado a beleza, o que julgo ser impossível.

Porem creio ser de minha nobreza de espirito retratar o meu sentimento puro e sincero, e que brota pela sua imagem e sua pessoa real, e que cada dia mais se torna mais e mais selvagem e civilizado ao mesmo tempo, e que ao mesmo tempo quer casar na igreja e fugir pro matagal!

Como poder descrever em si um sentimento que brota no fundo da natureza e brota na raiz da civilização romana-cristã?

Como solicitar de nosso único senhor Jesus Cristo e da nossa Mãe-Natureza-Pagã a benção desse amor único, numa união imprevisivelmente ecumênica, impraticável porém único nesse globo?

Como unir o profano e o sagrado ao mesmo tempo?

Como saber que o prazer é o mesmo que o ser, o mesmo que ter, o mesmo que amar, o mesmo que existir? onde todos os sentimentos entram em sinestesia? Como?

Como saber que nosso amor é proibindo, inexistente nos planos terrenos, porem é existente em um plano imaterial e que vive e remexe em minha alma a cada segundo e a cada batida de diástole e sístole cardíaca? E não?

Meu coração não é um simples órgão hidráulico não, apesar das diversas paginas milhares mil, daquela tal de cardiologia?

Meu coração é o que me faz sentir, ele é minha alma emocional, me faz sentir amor, puro e simples, total por aquilo que nem eu mesmo compreendo?
Deus ou a Natureza?

Me dotou de um órgão que se acelera perto do meu amor...perto da pessoa que eu tanto amo! Me faz acelerar quando se que seu sorriso é sincero  olhando pra mim mas fez ser tão incerto!

Num órgão que é descrito tão friamente por diversas páginas de livros de cardiologia como uma reles bomba hidráulica de sangue? Não é! Não e não!


Eu te amo e nunca que nada disso iria mudar! Independente de qualquer coisa!


"Nada me faz perder a esperança no amor impossível"

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Morremos não só uma vez mas muitas vezes na vida!

Série "Reflexões Pessoais", Nº 7


Não existe apenas uma morte, aquela terminal, física, definitiva!
A morte é um conceito tão subjetivo quanto o amor! E devemos saber de antemão que pra haver a vida é imprescindível haver a morte! A morte não é algo contra a vida, e sim algo indispensável à vida. Toda natureza é perfeita em seu ciclo biológico, tudo deve estar em equilíbrio, e entrar nele.

A nossa própria vida é prova de que a morte está presente, e não digo morte de familiares e amigos, mas sim da nossa própria morte. Morremos muitas vezes em vida!  Na nossa vida!  Afinal, lembra daquele bebê recém nascido que você, eu, nós fomos? Onde está aquele ser? Não adianta vir me falar que ele “é você”, porque de fato não é! Sob qualquer circunstância, ELE MORREU, sim! Morreu para dar lugar a outro avatar biológico que sucedeu seu próprio crescimento! Aquele bebê um dia foi você, mas na prática não é mais você, ele teve de simplesmente sumir da existência (o que seria a morte senão o fim da existência biológica em si) para dar lugar a outra coisa, é o que ensina o ciclo natural da vida!

A morte em si é extremamente biológica, e quem disse que crescer é algo gostoso? Quanto mais crianças, mais protegidos e mais inocentes somos, O processo de crescimento em si vai nos mostrando a grandeza, frieza e crueldade em si do mundo lá fora, que vai ficando pequeno e ao mesmo tempo grande a medida do tempo.

Quantas vezes morremos em vida? Impossível calcular, tendo em vista a particularidade da vida de cada um, morremos para renascer, e isso no inicio tem muito a ver com nossa forma física, ao menos nos primeiros quinze anos de vida, onde saímos de bebês para crianças pequenas, crianças grandes, pré-adolescentes e por ai vai, as mudanças são mais físicas. Destarte, após isso, as mortes são menos físicas, porém ai sim a coisa fica mais complicada, dependendo do desdobramento de vida de cada um, pois a morte não será mais física.

A vida em si nos impinge sofrimento, decepções, desilusões, arrependimentos. São fustigações mentais e sentimentais que a todo momento nos atingem, onde percebemos que a vida de fato nos testa a todo segundo. O extremo da felicidade é sucedido pelo extremo da tristeza num piscar de olhos, de forma que após essas sucessivas levas turbulentas de fatos e acontecimentos nos fazem “morrer” para dar lugar a OUTRA PESSOA, essa sim preparada para enfrentar e vencer os tais obstáculos.

Tudo tem um preço, as marcas das guerras mentais e psicológicas ainda ficam, heranças de outro “eu”, que não existe mais, assim como muitos “eus” que morreram desde mais de duas décadas atrás.


Mas um grande amigo meu me disse que de fato isso se chama AMADURECIMENTO.


"Estou virando cinzas pra depois me solidificar por completo, estou saindo por baixo, mas pra voltar por cima, é só uma questão de tempo"

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Um pouco de verdade

Série "Curtas", Nº 9


Você não ama aquela garota, você não ama a pessoa dela, você nem conhece aquela garota, você só criou uma imagem baseada na fisionomia e expressão corporal dela pra poder suprir a falta de amor próprio que sempre te atingiu.

Você quer amar alguém tanto, e você ama ela como a imagem de alguém que você nunca vai ser e nunca ninguém será. Você não ama ela de fato, você criou uma imagem que representa o seu ego, você quer amar o seu próprio eu.

Suas supostas paixões secretas nunca existiram no mundo real de fato, essa sua grande paixão que você divulga a quatro ventos é nada mais que a imagem de alguém que jamais, em hipótese alguma poderia existir, essa pessoa que você tanto ama (ou quer amar) nunca existiu, e nunca vai existir, sendo nada mais que o espelho do seu ego.

O dia que você entender isso todo o resto será simples de ser absorvido.

Por A.G.

("Um dia tudo será excelente, eis a nossa esperança; hoje tudo corre pelo melhor, eis a nossa ilusão.")

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Carta: "Apenas uma simples declaração"

Série "Cartas Perdidas", Nº 5


Eu fico ouvindo musicas apaixonadas, fico ouvindo conselhos doidos de varias pessoas, mas na pratica não saberei o que fazer, nem sei realmente a forma de agir, de jeito nenhum, porque eu quero você, quero você, é uma coisa estranha, esquisita e não dá pra explicar, porque eu te vejo todo dia quase, sei sua rotina e eu fico cada vez mais apaixonado por você, isso é algo estranho e foda de explicar.

Já conversei com muitas pessoas de onde passo, todo mundo sabe o que sinto por você, todo mundo, não é segredo pra ninguém, eu vejo você sair daquele lugar quase todo dia, vejo você ir pra sua casa, preocupada, eu vejo você, é algo que nada me tira, eu vejo você, e não posso negar que cada vez me apaixono mais e mais por você, pela sua beleza natural, pelo seu ser, existir, é algo que está crescendo em mim, cada vez mais!

Sei que você tem alguém, isso faz parte, sei que você você namora uma pessoa. Vou ignorar o nome da pessoa e vou tentar ignorar o que esse nome traz de negativo pra mim, pois sei que independente do que eu possa pensar, ela pode ser tudo de si para você. Mas a questão que independente do que  nome a outra pessoa pudesse ter, nada iria me abster de pode falar o que eu sinto por você, nada!

Eu te amo, e sei que pode ser uma palavra fria, mas que iria me causar um calafrio, mas nada me faz deixar de dizer isso, e é algo que eu simplesmente não estou conseguindo dizer mais pra ninguém, não mesmo, não consigo mais, mas pra você é diferente, eu imagino você e simplesmente muita coisa muda na minha cabeça, quase tudo, e imagino o quanto te amo porra, te amo! Amo você e não sei a quanto tempo, mas a muito mais tempo que você imagina!


Te amo!

("nada muda independente dos textos, nada muda")

domingo, 10 de agosto de 2014

Carta: "Meu caro amigo"

Série "Cartas Perdidas", Nº 4


Como legítimo e fraterno amigo, me sinto na obrigação, praticamente impelido de lhe mandar essa carta, após tomar conhecimentos dos últimos fatos acerca de tua vida pessoal.

Primeiramente devo lhe dizer: Parabéns!

Devo esses especiais parabéns a você, pois eu não me canso de me surpreender, a cada dia, a cada segundo, como o ser humano extrapola os níveis de falta de bom senso!

Parabéns a ti, por ser tão ingênuo a ponto de acreditar que o mundo seria esse lugar bom, apesar de tudo, porém as coisas não são assim, você sabe, sempre soube! Tamanha a ingenuidade que chega ao ponto, às vezes de dar nojo!

Parabéns a ti, por acreditar que onde é tudo cinza, existe toda uma paleta de cores! De não aprender que existem fatos na vida que não mudam! De achar que o que está dentro de você, de seu coração, pode ser transmitido magicamente a outro coração, de modo que ele compartilhe aquilo, como, rapaz?

Parabéns a ti, por ser tão dependente dessas coisas, a ponto de fazer acreditar que há um futuro não utópico à sua espera, um futuro perfeito e feliz! Onde os abraços não teriam fim, onde não haveria angústia. Pois bem!

Parabéns a ti, pois a mão que afaga sempre será a que irá apedrejar ferir seu coração com pedaços grande de pedras secas e pontiagudas! Parabéns por estar cada vez mais caminhando para o iminente precipício.

Parabéns por estar quase lá, quando chegar o momento você irá se jogar, e sobrará o que?
Parabéns! Pois eu estou aplaudindo com força, que está no chão, no pranto da derrota, e eu vejo a total derrota, a mais triste possível, mas sei que ao mesmo tempo estou feliz, porque quero que tenha um fim logo, onde não existirão mais duas pessoas, e sim uma apenas, a que só faz as coisas certas, não será passional, não sonhará, não perderá tempo com coisas idiotas, não se consumirá!

Importante que você saiba que não quero lhe ofender, tampouco ser extremamente negativo e pessimista, e antes de tudo lhe desejo seu bem!

Mas você sabe que só vive em paz aquele está preparado pra guerra, e que os que nunca relaxam são os que mais descansam, portanto...


E nada nunca é fácil, pois o que mais objetiva tudo isso?  Saiba que aqui foram escritas palavras sinceras. Duras, porém sinceras.

("Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.")

Quem é ela?

Série "Poesias e Devaneios", Nº 8



Quem é aquela menina? Eu me pergunto isso todos os dias e até agora eu não soube a resposta...

Agora e sempre eu a vejo. Em situações insólitas. A vejo em alguns cantos escuros, na janela da casa dela, as vezes sentada à beira do passeio. Sempre a noite, pois não me tem surgido muitas oportunidades. E todas as vezes que eu a vejo eu me sinto balançado. E não é um balanço extremo e avassalador.

Não posso afirmar uma suposta paixão que basicamente não existe, apesar de não poder negar também.

É algo bem efêmero, fraquinho, mas na verdade eu não posso usar a palavra "efêmero" nesse contexto, pois é algo que está lá no fundo.

Gostaria mesmo de saber quem realmente é ela. Seus olhos negros exalam uma aura indecifrável. Ela é totalmente indecifrável, sendo construído por mim duas imagens paralelamente, uma nefasta e outra extremamente doce.

E ela está bem mais próxima de mim do que um suposto e desnecessário sofrimento lúgubre, e inútil, ao mesmo tempo está mais longe que a suposta e inacessível felicidade radiante, tal que não volta, onde ficou impregnada há cinco anos atrás, sendo que é lá que eu a deixei.

Mas provavelmente a conclusão mais óbvia que eu posso chegar no momento é que: ela não existe, nunca existiu! Provavelmente é mais uma "quimera" feita pela minha mente e meu coração vilipendiado.

Mas existe de fato uma menina, ela é tema desses versos (desconexos, não?). 

Ela é tão real quando eu, o que desconfio ser inverdade é o que diz meu coração: que por trás de uma rede de intrigas, inimizades e ódio, e se eu souber me livrar de toda uma carga que me foi impingida, onde durante muito tempo, ao lado daquilo que me pareceria certo mas não era, foram me ampliando o quão nefasta e desonesta era ela.

Eu posso e deve ter sido enganado todo esse tempo, e ela não é nada disso!

E ela é a garota que a forma exata do seu olhar mostra, a garota doce, cheia de energia vital, apaixonada e com o coração mole. Tão flamejante quanto eu!

Ela é esse alguém que eu amo e odeio ao mesmo tempo, amo por querer incessantemente envolver meus braços na sua cintura, e beijá-la com força e vigor, lhe tirando o fôlego, fazer ruborizar seu rosto, fazer correr seu sangue rapidamente pelas suas veias... E a odeio pelo mesmo motivo.



("E o vento que venta vestido e cabelos só pra te revelar")

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Carta: "Incerteza da felicidade"

Série "Cartas Perdidas", Nº 3


É noite, e está frio. Estou cansado, meu corpo está cansado, mas provavelmente depois de uma noite de sono ele vai estar totalmente recuperado. Mas e minha alma? Ela está cansada e nunca descansa! Minha alma está me deixando, me abandonando aos poucos!

Não sei se estou fazendo as coisas certo dessa vez, mas não estou mais falando com você! Você está aqui nos meus pensamentos, você está aqui comigo do meu lado, nos meus sonhos. Mas eu não posso sequer fazer uma simples ligação, ou simples mensagem! E quanta saudade das nossas mensagens carinhosas! De trocas e juras de amor com você! Que saudade de você! Isso dói tanto!

Mas estou simplesmente cumprindo o combinado, ligo porém regularmente para seu pai ou sua avó! Sim, infelizmente preciso saber de noticias suas, quero saber se você ainda sorri, se está se alimentando bem, dormindo adequadamente, não está passando mal, está feliz. É importante pra mim!

Tudo é efêmero! Sabe, tenho tanta saudade de você e choro todos os dias, mas agora passei a chorar baixinho, despercebido, quase passo sem ser notado, quase!
O mundo está frio, as pessoas são inerentemente frias, são seres inanimados em um teatro estranho, não sinto calor nem entusiasmo nas vozes, que soam robóticas, e chegam ao meu ouvidos ao cantos. Agora sua voz que é o calor brando que abraço o fim do inverno, essa sua voz doce e angelical, sim, ela ainda ecoa na minha mente, você está falando aqui comigo, agora!

As cartas só fazem sentido se tiverem carregadas com emoção e sentimento, e é só assim que as palavras vão surgindo, como as lágrimas caem, surgem letras em versos e poesia, desmembradas em minha almas em forma de papel escrito. Tomara que um dia essas carta chegue até você! Será que vai chegar mesmo? Eu estou aqui a escrevendo pra você e tendo você em mente. Tomara.

Tomara mesmo é que uma hora estejamos eu e você, sentados no sofá, abraçados, e lendo esses punhados de palavras desconexas, e tomara mesmo que estejamos rindo e apenas relembrando que esta era uma época extremamente triste e lúgubre da minha existência medíocre.

Meu coração anseia tanto por essa esperança, por mais que seja ínfima, seria como uma vela tênue em uma ventania, eu tento ser racional, tento lutar contra isso, sei ate que eu posso ter te perdido pra sempre, mas como são mergulhos rápidos em um oceano negro, porque estou aqui ainda respirando, respiro você! Seu cheiro esta em mim ainda, e ficara pra sempre! Acredito muito nisso, tenho muita fé e sou um homem agora mais do que nunca extremamente religioso.

Quando estou quase esgotando em uma corrida onde meus músculos fadigam, meu corpo quase me abandona, é a hora de respirar fundo e buscar energias de onde nem eu sabia que existia. Pois então a pratica desportiva talvez sirva como analogia para o que eu tento buscar na minhas alma, porque quando eu estou quase me esgotando, praticamente me entregando, consigo não sei de onde uma força para me reerguer! Essa força não são palavras de ninguém, pois em momentos extremos de desespero clamo por um sinal teu e sei que não vou receber (e nem ao menos sou merecedor).

Mas existe algo que me consola por instantes, e simplesmente não consigo explicar o que é.

Eu sinto que não sou mais o mesmo, e de novo estou aqui vertendo lagrimas sozinho! Você precisava tanto estar aqui comigo! Abdicava da minha vida pra poder passar apenas uma semana com você em pleno amor! Pra mim eu morreria feliz!

Seria mais que o suficiente! Eu não tenho perspectivas mais, só que eu tenho um estandarte que eu levanto!

Eu irei te esperar, te esperar! Sei que não posso entrar em contato com você, sei que seu coração pode estar sendo transferido para outra pessoa, mas eu vou te esperar! Não tenho olhos pra ninguém meu mundo é rascunho cinza, e você é o oásis de cores! Estou te esperando quanto tempo for necessário e gostaria tanto que você soubesse disso! Que eu estou aqui te esperando

E que vontade enorme de ligar para seu telefone e poder ouvir tua voz doce e poder dizer que estou pensando em você! Queria tanto dizer agora mesmo que você é a mulher da minha vida, que eu vivo pra você e por você! Estou aqui te esperando, doido pra te agarrar, te abraçar, te beijar como se não houvesse amanhã! Estou pra você, sendo você minha meta, sendo que farei por merecer! Queria tanto que você soubesse dessas palavras!

Estou conversando contigo por aqui, pois não existe outra forma, estou no front, na guerra, na batalha de minha vida, tão distante de você que nem ao menos oceanos ou galáxias (como outrora foi) saberiam representar nossa distancia! Eu estou tão longe de ti. Tão longe que tenho medo de não conseguir percorrer a distancia necessária. O mundo é um lugar tão irreal e frio sem você, e a cada canto, cada esquina, cada bosque, cada calçada, cada arvores, cada descida ou subida, cada esquina, cada canta de cada lugar, eu fico uns instantes observando se você aparece de repente. Aparece correndo ao meu encontro, pronta para me abraçar, me beijar! E as lágrima aqui caindo novamente! Não tem jeito mesmo! As lágrima são inevitáveis.

Porque você não está mais aqui comigo? Eu tenho certeza que você está sim! Você está comigo e eu não tenho dúvida! Sua voz está falando como mesmo tom de sempre. E está zangada por eu estar roendo unhas!

Mas eu juro, por mais duro que está sendo, tento manter o equilíbrio, e não é fácil. Eu defini você como meu chão, mas te perdi e consequentemente a vertigem e a desordem tomou conta da minha vida. Perdi você que era meu chão!

E agora nesse momento tem uma voz que me fala que perdi você, me fala pra eu me conformar, pra eu seguir minha vida, simples assim, Não! No momento que eu escrevo isso ainda existe e persista, uma esperança ainda prenuncia e chama. Existe ainda uma chama que arde dentro de mim, que me faz sentir que você inda pode ser minha, sentir que ainda posso te merecer, e podemos ser muito felizes.

Sim, lembra-se da promessa: Quando eu pisar na tua casa novamente eu não falharei e seremos apenas eu e você, pra sempre. Sim não tenho duvidas nenhuma disso quero você como minha esposa, quero você pra minha vida! E em breve ter um filho com você, só assim conseguirei amar outra pessoa tanto quanto amo você! Seria o ápice da felicidade! O fruto de nosso amor, que viesse ao mundo um ser humano com nosso sangue. A coisa mais perfeita do mundo!

Queria que tudo realmente fosse um pesadelo como aparenta! Rezo tanto para que você reconheça minha mudança! E que além disso eu realmente pratico essa mudança! Eu mudei tanto, e agora, pra você, eu vivo pra você! Vivo cada segundo, cada ação milha para lhe provar que o meu amor por você é infinito e não possui limites práticos, e que estou te esperando, com muita fé, com muito amor e esperança!

Não sei se realmente essa carta um dia chegará em suas mãos, gostaria tanto que chegasse! E haveria tantas maneiras de eu entrega-la a você, que eu escolhi essa forma, não é a melhor forma nem oportunidade de dizer, mas ela esteve tão próximo da dizer tudo que sito, você dormiria praticamente ao lado dela e não saberia, fiz questão de mantê-la próxima a você!

Como acabar essa carta? Simplesmente não sei, e não tem fim porque eu não sei o final da minha e da nossa história, então deixo a ultima frase:


“As lágrimas talvez não serão em vão”

("Boa noite e saiba que nada mudou")

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

É prudente ser temerário à supostas felicidade

Série "Reflexões Pessoais", Nº 6


“A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais.”
(A. Schopenhauer)

Penso que é bastante prudente temer as supostas felicidades intensas, plenas e repentinas, pois a experiência tem nos mostrado que a total entrega à supostas situações estáveis precedem nefastas decepções.

Penso ainda que não devemos nunca nos desacostumar  à solidão, ao sofrimento (moderado), à épocas e situações ruins.

Assim como o guerreiro nunca desacostuma à guerra, mesmo vivendo em tempo de paz, quem já vivenciou situações extremas, situações negras, nebulosas e negativas, simplesmente não pode se dar ao luxo de querer achar que tudo simplesmente está pela ordem apenas por que as circunstancias indicam que está. Não!

Assim como o soldado acostumado com a pior das guerras, ele nunca mais irá ficar tranquilo, não totalmente, com a amenidade de um jardim lívido de flores. Nunca que irá encaixar em seu espirito um estado de felicidade plena, pois ele sabe que ela não é possível em um mundo real.

A Solidão é definida pela maioria das pessoas como um sentimento no qual uma pessoa sente uma profunda sensação de vazio e isolamento. A solidão é mais do que o sentimento de querer uma companhia ou querer realizar alguma atividade com outra pessoa não por que simplesmente se isola,  por que os seus sentimentos precisam de algo novo que as transforme.

Mas eu digo que essa seria uma definição muito medíocre de solidão. Ela pode e deve ser útil pra si mesmo, e a solidão nunca pode nos abandonar. Ele deve nos acompanhar por toda a vida, sempre, SEMPRE deveremos estar com o pé atrás em relação a qualquer tipo de felicidade, alegria ou qualquer outro sentimento positivo de natureza inebriante.

Que fique claro que sejam os sentimentos de natureza inebriante os que devem ser colocados em zona de dúvida. Pois a alegria autossuficiente de conquistas pessoais, aquela que surgem ao ser visualizados os resultados de nosso desenvolvimento pessoal, essa não deve ser questionada ou desmerecida sua legitimidade. Essa seria a mais profunda e puro forma de satisfação pessoa.

Mas a felicidade sentimental, amorosa, ela sim me dá medo, pois são variáveis que eu não controlo, não posso prever, o ser humano por si só já é instável e imprevisível, tenho muito medo de simplesmente jogar nos braços de outrem minha razão de ser feliz.

Lógico que pra um apaixonado isso é apenas suposição filosófica, nada mais importa. Mas pra falar como apaixonado deverei abandonar meu ponto de vista niilista e adotar a paixão sanguínea e profunda, simplesmente, aquele sentimento que colocamos nossa felicidade na mão de outra pessoa, onde temos a impressão de que o universo está invadindo nosso coração, veja bem o universo INTEIRO no coração, como se fosse explodir, mas não explode, ele se expande como numa expansão cósmica de nosso amor, que parece e É realmente único.

Mas acredito que há muita água pra rolar ainda. Veremos.

 ("Uma vida feliz é impossível. O máximo que se pode ter é uma vida heróica." A. Schopenhauer)

"É como se eu tivesse vivido toda uma vida antes, mas eu não me lembro exatamente dela"

Série "Frases de Filmes", Nº 2

(Paramount Pictures (EUA); Warner Bros.)


"The Curious Case of Benjamin Button" (O Curioso Caso de Benjamin Button (título no Brasil) é um filme de drama estadunidense lançado em 2008, baseado em um conto homônimo lançado em 1921 pelo escritor F. Scott Fitzgerald, é a história de um homem, Benjamin, que em 1918 nasce com a aparência envelhecida e por isso, pensando que ele é um monstro, seu pai o abandona. Benjamin é criado num lar assistencial de idosos e, enquanto pequeno, todos pensavam que ele iria acabar por morrer rapidamente. Durante a sua infância conhece Daisy, o grande amor da sua vida. Apesar de ninguém acreditar na sua sobrevivência, ele vai ficando mais novo ao longo dos anos, vendo os outros ao seu redor envelhecerem.

No decorrer do filme o personagem que nasce velho vai se tornando jovem a medida do tempo. Sendo que nos momentos finais do filme o personagem principal está com aparência de um garoto de 8 anos de idade, apesar de estar com idade mental de cerca de 80 anos, e apresentando sintomas de esquizofrenia e cada vez mais se desconectando da realidade em si.

É proferida pelo "garoto" a frase acima citada. É tão triste e profunda que decidi por mim mesmo analisar o quão profunda ela pode ser.

Após toda uma vida bem vivida pelo personagem, repleta de amores, paixões, decepções, despedidas, sofrimentos, lágrimas, risadas, todo um tecido de uma vida, o fato do personagem estar passando por um processo de esquizofrenia e desconexão progressiva da realidade o faz ter apenas lapso de tudo que foi vivido.

Tão triste e verdadeiro que podemos sentir na pele a angústia de Beijamin.

Afinal, é toda uma vida inteira vivida, e quantas vezes não temos essa mesma sensação? Algo que vai muito além do simples "Deja-vú", mas sim a sensação que vivemos toda uma vida antes, mas não lembramos direito dela. 

Algo que acontece quando nos apaixonamos de forma arrebatadora, onde batemos nosso olha junto com o da pessoa e simplesmente somos invadidos por um turbilhão de sensação e algo como "lembranças" de tudo que vivemos (ou poderíamos ter vivido) com essa pessoa, todos os momentos, viagens, abraços, beijos, risadas, até mesmo brigas, tudo isso nos invade como uma onda turbulenta.

O que nos ocorre quando perdemos o que nos é precioso, quando do conformismo nos é imposto, a vida que vivemos antes, que na verdade poderíamos ter vivido, mas o desejo é tão grande que nossa mente adota pra si memórias falsas, que nos parecem tão vívidas como se reais fossem.

Carta: "Lembranças Bobas"

Série "Cartas Perdidas", Nº 2


Sabe quando certas coisas são exatamente como pensamos quando duas pessoas pensam juntas? Lembra quando nós ficávamos deitados na grama no pasto e simplesmente fazíamos conjecturas de nossas vidas?

Sei que seria fácil simplesmente dizer que estamos longe, de analisar a distancia que existe entre nós, de dizer todas as dificuldades que nos foram imputadas, mas não é bem assim que eu quero que seja feito.

Poderia lembrar aqui nesta carta dos momentos marcantes. Aquela viagem inesperada e repentina, aquela estadia no campo deserto, aquele natal tão perfeito onde que não haveria dor ou mágoas.

Poderia ficar aqui discorrendo do quão grande foi e ainda é esse nosso amor ingênuo e maduro, sagaz e lívido.

Mas tenho apenas uma folha, um lápis e pouco tempo para transmitir o que estaria sentindo agora, nada é fácil, a vida tem nos surpreendido a cada dia.


A saudade está demais, espero poder estar retornando em breve, pois tudo aqui é sombrio e triste, e muitas vezes sem sentido, não devo detalhar exatamente o que ocorre aqui, mas espero que Deus me permita poder ver e tocar seu rosto tão delicado e macio, e sentir o cheiro doce do seu cabelo, antes que termine os dias.

("Nada vai ser como antes, mas se Deus quiser será melhor")