quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Carta: "Lembranças Bobas"

Série "Cartas Perdidas", Nº 2


Sabe quando certas coisas são exatamente como pensamos quando duas pessoas pensam juntas? Lembra quando nós ficávamos deitados na grama no pasto e simplesmente fazíamos conjecturas de nossas vidas?

Sei que seria fácil simplesmente dizer que estamos longe, de analisar a distancia que existe entre nós, de dizer todas as dificuldades que nos foram imputadas, mas não é bem assim que eu quero que seja feito.

Poderia lembrar aqui nesta carta dos momentos marcantes. Aquela viagem inesperada e repentina, aquela estadia no campo deserto, aquele natal tão perfeito onde que não haveria dor ou mágoas.

Poderia ficar aqui discorrendo do quão grande foi e ainda é esse nosso amor ingênuo e maduro, sagaz e lívido.

Mas tenho apenas uma folha, um lápis e pouco tempo para transmitir o que estaria sentindo agora, nada é fácil, a vida tem nos surpreendido a cada dia.


A saudade está demais, espero poder estar retornando em breve, pois tudo aqui é sombrio e triste, e muitas vezes sem sentido, não devo detalhar exatamente o que ocorre aqui, mas espero que Deus me permita poder ver e tocar seu rosto tão delicado e macio, e sentir o cheiro doce do seu cabelo, antes que termine os dias.

("Nada vai ser como antes, mas se Deus quiser será melhor")

Um comentário:

Anônimo disse...

Um Sentimento verdadeiro não morre.
Por decepcionado que fique, por machucado que seja
Pode até esfriar
Ou adormecer
Mas tal como o vento, jamais deixa de soprar:
Um Amor de verdade retém em si a própria essência do Tempo e do Universo
- É imortal, é Infinito
É Eterno...<3 A.C