terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Acerca dos sonhos ruins

Série "Reflexões Pessoais", Nº 13


Os sonhos ruins não serão escritos. Assim como as experiências negativas, não quero reviver os sonhos ruins através de anotações. Infelizmente, assim como gosto amargo de um remédio, esses sonhos me servirão de alerta, de presságio ou mesmo me mostrará cenários totalmente utópicos.

É sabido, pois ultimamente me ocorre um sentimento estranho que simplesmente não deveria estar aqui. Que volta com uma força profética. Isso é estranho, pois simplesmente não deveria estar aqui.

Sonhos ruins sempre nos mostram lugares estranhos que nunca visitamos, porém são extremamente familiares, praticamente um deja-vú elevado ao cubo. São sentimentos e sensações realmente vívidas.

É importante ressaltar que por “sonho ruim” não estou falando exatamente de pesadelos que envolvem monstros ou coisas horripilantes, não mesmo, longe disso. Um pesadelo com um monstro é muito mais fácil de lidar, pois sabidamente eles não existem, voltando para a realidade num susto, logo vem o alívio.

Esse sonho ruim consiste basicamente na visão geral de um cenário criado por mim em minha vida real, principalmente por causa de escolhas erradas e impensadas. São aqueles sentimentos que estão represados no dia-a-dia, que irrompem bruscamente no sonho, e aí você vê a falta de controle que você tem de si mesmo!

Particularmente eu já quase perdi a capacidade de chorar na vida real, de forma que todos os anseios ficam represados assim. Mas não nos sonhos, lá não existem amarras ou austeridade emocional. Simplesmente desabamos em “lágrimas” virtuais (as vezes elas são até reais, quando percebemos que o travesseiro está todo molhado) choramos copiosamente, sem limite ou pudor, pois é o NOSSO universo, não seremos julgamos por ninguém, a não ser por nossa própria consciência.

E interessante é não saber nada sobre outras pessoas, e dessa forma nossa consciência tentará emular a mente de terceiros, gerando todos os cenários possíveis de possíveis reações por parte da pessoa. Infelizmente é uma experiência triste, pois quando vivenciamos o cenário utópico, vemos que estamos perdendo tempo na vida real e não correr atrás, e quando vêm o distópicos, vemos que a possibilidade real da perda é iminente, e percebemos que apesar daquela ilusão, dentro de nós nada mudou, NUNCA.


"São tempos sombrios, não há como negar. É a hora de decidir se devemos fazer o que é fácil ou o que é certo."

Um comentário:

Rayane Lucas disse...

Amei esse texto, ele apareceu pra mim no momento certo, pois acabei de ter um pesadelo e já estava travando minha vida com medo de algo que nem sei se pode se tornar realidade. Muito bomn!