sábado, 15 de agosto de 2015

Acerca das Armas

Série "Reflexões Pessoais", Nº 18


Não digo que as guerras seriam totalmente inevitáveis. Infelizmente isso não é possível, nem que seriam desejáveis, muito menos isso.

Não irei brandir uma espada com prazer, não irei sangrar a carne com deleite. 
Não importa o que será dito a respeito. Sou pacífico, nunca serei pacifista. Jamais. 

Minha espada, atemporal, minha arma, a lâmina, ela pode variar na forma e no funcionamento. Se hoje carrego uma pistola semiautomática, eu carregaria há uns 600 anos atrás talvez uma boa e aguda lâmina.

lâmina, pesada o suficiente pra cortar o pescoço de quem queria fazer o mesmo comigo.

Não é seu pacifismo que me irrita. Você não almeja paz, você almeja, sobretudo, poder. Poder hipócrita.

Não estou aqui pra instaurar o paraíso, mas pra impedir que o inferno se instale de vez, pois ele está na iminência.

Seus argumentos não encontram respaldo na realidade, simplesmente isso. 
Não amo a capacidade que as armas tem de potencial ofensivo. As admiro por sua precisão e engenhosidade. Precisão desde de uma lâmina pesada como uma clava e tão afiada como um bisturi cirúrgico. Engenhosidade de uma arma de fogo automática moderna. Elas são ferramentas, extensão das nossas intenções.

Não amo as armas por que elas matam, eu amo o que minhas armas defendem.

"Todos os profetas armados venceram, e os desarmados foram destruídos."


                                          


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