quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Acerca do Tempo

Série "Poesias e Devaneios", Nº 30


Não podemos ver, nem sentir,
Não  podemos cheirar, não podemos ouvir.
Está sob as colinas e além das estrelas,

Fossas vazias - ele vai preenchê-las.

De corações antes cheios, que de amor esvaziara-las
De tudo vem antes e vem em seguida,

De cada espaço que do nada volta ao nada
De cada doçura e a beleza que se abandonam

Ele é a coisa que dizima tudo
As árvores, antes verdes, que se postam secas
Aço, ferro, da mais dura joia
E a mais dura das pedra por ele é macerada


Das maiores cidades de outrora

Dos menores devaneios dentro de si
De cada pedaço do caminho que você passou
E a alta montanha faz um campo, plano, nunca existiu


Se você um dia me disse, que não o sente passar
Ele passou, mas continua
Pois tudo no mundo é efêmero
Exceto ele, Tempo, senhor de Tudo

Pois por um dia só nós existimos
Do sorriso finda na morte, é o fim da vida

"E nada, contra a foice de tempo, pode fazer defesa, salvo teus filhos, os quais permanecem, quando o tempo te leva daqui."


Um comentário:

Anônimo disse...

Belo texto, realmente tudo é efêmero, as pessoas.